«Sou feliz só por preguiça. A infelicidade dá uma trabalheira pior que a doença: é preciso entrar e sair dela...»
                                                                                                                                                                                                                                                                     Mia Couto

"Mais importante que encontrar um professor é encontrar e seguir a verdade do ensinamento." 

(Sogyal Rinpoche)

Estou longe... 
     e ando tão perto.
Andei distante... 
     porque sempre aqui estive.
Quero seguir... 
         por querer ficar.
e em cada momento...
         continuar a sonhar.

"CASTELOS NO AR"


Castelos no ar edifiquei

Com lindas cores, castelos pintei

Em mundos novos que neles sentia

Em mundos novos de que me diziam

Sangue, muito sangue derramei

Acreditei , acreditei.


Ventos fortes os estremeceram

Com brisas leves eles caíram.

No seu lugar

Nem estrelas quiseram ficar

Comigo apenas restar...

Mas eu fiquei, eu fiquei...

Fervilhavam de ardor

Castelos fortes

raízes de amor.

Amadores construíram a Arca de Noé e,
... profissionais o Titanic!

Eça e os politicos


Nelson Mandela


Nelson Mandela fez anos.
.
Custa-me a crer como um homem que passou anos sem fim preso conseguiu, apesar das torturas e maus tratos, passar por tanto sem guardar mágoas, sem ódios nem rancores, mantendo-se lúcido como poucos, e ... conservando aquele sorriso afável e meigo, aquele olhar límpido e simples.
.
Há homens fantásticos.
.
Este é único!
.
A minha mais profunda homenagem
........... Senhor Mandela.




Lua

.


.

Paradoxos dos Nossos Tempos

"Hoje temos casas maiores e famílias mais pequenas
Mais comodidades, mas menos tempo


Temos mais diplomas, mas menos senso comum
Mais conhecimento , mas menos discernimento


Temos mais especialistas, mas mais problemas
Mais medicina, mas menos vigor


Gastamos imprudentemente
Rimos muito pouco
Guiamos muito depressa
Zangamo-nos demasiado e muito facilmente
Ficamos acordados até muito tarde
Lemos muito pouco
Vemos demasiada TV
E rezamos muito raramente


Multiplicamos as nossas posses, mas reduzimos os nossos valores
Falamos demais, amamos de menos e mentimos muitas vezes

Aprendemos a ganhar dinheiro, mas não a vida
Acrescentámos anos à nossa vida, mas não vida aos nossos anos

Temos prédios maiores, mas fervemos em pouca água
Estradas mais largas, mas pontos de vista mais estreitos
Gastamos mais, mas temos menos
Compramos mais, gozamos menos
Fomos à lua e voltámos
Mas temos dificuldade em atravessar a rua para nos encontrarmos com os nossos vizinhos
Conquistámos o espaço sideral,
Mas não espaço interior
cindimos o átomo
Mas não os nossos preconceitos

Escrevemos mais, aprendemos menos,
planeamos mais, mas realizamos menos
aprendemos a ter pressa, mas não a esperar
Temos maiores salários , mas menor ética

Construímos mais computadores para conter mais informação, para produzir mais cópias
mas comunicamos menos
Temos demasiada quantidade,
Mas qualidade a menos
Estes são tempos de comida rápida e digestão lenta
Homens altos , e baixeza de carácter

Mais lazer e menos divertimento
mais tipos de alimentos, mas pior nutrição
Dois salários, mas mais divórcios
Casas mais luxuosas, mas lares desfeitos

Por isso eu proponho que, a partir de hoje,

não guardes nada para uma ocasião especial ,
porque cada dia que vives é uma ocasião especial.

Busca o conhecimento, lê mais, senta-te à tua porta e admira a vista sem prestar atenção às tuas necessidades.
Passa mais tempo com a tua família e amigos, come as tuas comidas favoritas, e visita os lugares de que gostas .

A vida é uma cadeia de momentos de prazer, e não apenas sobrevivência.
Usa os teus copos de cristal, não poupes o teu melhor perfume, e usa-os sempre que te apetecer.

Retira do teu vocabulário frases como “ um destes dias “ e “ qualquer dia”
Vamos escrever essa carta que pensámos escrever “ um destes dias “
Vamos dizer à nossa família e amigos quanto gostamos deles.
Não adies nada que traga risos e alegria à tua vida .
Cada dia, cada hora e cada minuto é especial.
E não sabes se não vai ser o teu último."


Conteúdo de um mail que me foi enviado e cujo autor desconheço.

Se quiseres conhecer uma pessoa, não lhe perguntes o que pensa, mas sim o que ama.

Sto. Agostinho

Lágrimas



Na vida a tristeza e as lágrimas, não devemos esconder, nem delas fugir. Há que chorá-las uma a uma, quando preciso for, sofrer, gritar e… barafustar se também for o caso. Estes momentos são nossos, só nossos, e não só nos libertam e expõem mas, principalmente ajudam-nos a conhecer mais intimamente, a encontrar os nossos mais escondidos recantos, e descobrir forças que estavam ocultas (e de que nem suspeitávamos poderem existir dentro de nós). Somos pessoas e somos gente. Somos frágeis e somos fortes.
Mas e a seguir?
Temos de dar o passo em frente. Olhar, apreciar a vida, fazer de cada segundo uma eternidade, tocar cada coisa, cada momento como se fosse do mais puro cristal, saborear… rir e chorar.
Apesar de tudo, apesar de tanto, é tão bonito viver.
Cada dia tem de ser vivido como se fosse o primeiro e o último.
Sinto-me como um rio de águas puras que corre para o mar, ora levado por entre a paz que transpira dos campos que serpenteio, ora aos trambolhões em cascatas e rápidos travessos que não domino. Por fim… por fim o mar, imenso,.. também ele inconstante, todo ele força, todo ele vida. …
De cada cada momento temos de "roubar" o que nos cerca, fotografar a luz, “cheirar o Sol”.

É proibido

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É proibido chorar sem aprender
Levantar-se um dia sem saber o que fazer
Ter medo de suas lembranças.
É proibido não rir dos problemas
Não lutar pelo que se quer
Abandonar tudo por medo
Não transformar sonhos em realidade.
É proibido não demonstrar amor
Fazer com que alguém pague por tuas dúvidas e mau humor.
É proibido deixar os amigos
Não tentar compreender o que viveram juntos
Chamá-los somente quando necessita deles.
É proibido não ser você mesmo diante das pessoas
Fingir que elas não te importam
Ser gentil só para que se lembrem de você
Esquecer aqueles que gostam de você.
É proibido não fazer as coisas por si mesmo
Não crer em Deus e fazer seu destino
Ter medo da vida e de seus compromissos
Não viver cada dia como se fosse um último suspiro.
É proibido sentir saudades de alguém sem se alegrar
Esquecer seus olhos, seu sorriso, só porque seus caminhos se desencontraram
Esquecer seu passado e pagá-lo com seu presente.
É proibido não tentar compreender as pessoas
Pensar que as vidas deles valem mais que a sua
Não saber que cada um tem seu caminho e sua sorte.
É proibido não criar sua história
Deixar de dar graças a Deus por sua vida
Não ter um momento para quem necessita de você
Não compreender que o que a vida te dá, também te tira.
É proibido não buscar a felicidade
Não viver sua vida com uma atitude positiva
Não pensar que podemos ser melhores
Não sentir que sem você este mundo não seria igual


Pablo Neruda




"Cada pessoa que passa em nossa vida, passa sozinha,porque cada pessoa é única e nenhuma substitui a outra.Cada pessoa que passa em nossa vida, passa sozinha,mas não vai sozinha e nem nos deixará só,porque leva um pouco de nós e deixa um pouco de si. "

Mãe


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Com três letrinhas apenas
Se escreve a palavra Mãe
é das palavras pequenas
a maior que o mundo tem
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.
.
Disse este poema muitas vezes quando era pequeno. Hoje, cada vez mais, encontro-lhe todo sentido.
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Mães há muitas, as vossas são de certeza únicas, mas, não se enganem, a minha é mesmo a melhor do mundo.
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Um beijo, Mãe

Exemplos de vida - Tony Melendez

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Vale a pena perder uns minutos para ver
.

Que ninguém diga

não posso, não sou capaz

Flores de Maio... e do meu jardim

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Ciclo da vida

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Os seres vivos
Nascem
Crescem
Reproduzem-se
E morrem

É o ciclo da vida








E assim foi

.
.
Num vaso lá de casa, de um dia para o outro, sem que ninguém o esperasse nasceram do nada.
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Lindos, cheios de força, brotaram rápidos e viçosos.
Dia a dia via-os crescer como se não fossem parar
Fortes, frondosos, tinham a força da vida.



Lindos cresceram, cresceram.


Até que, poucos dias depois, começaram a murchar….

Como chegaram, partiram.
Como vieram, se foram.

Tudo tem um principio
um meio e
um fim
..
.
Tudo?
.
Não
.
.
.
Os sentimentos
os princípios
podem ser
.
eternos
.
.

Liberdade

.
.
.
.
Porque Liberdade é mais que uma palavra


Mar revolto no PSD

CARTA


A velha dobrou as pernas como se dobrasse os séculos. Ela sofria doença do chão, mais e de mais se deixando nos caídos. Amparava-se em poeiras, seria para se acostumar à cova, na subfície do mundo?

- Me leia a carta. Me entregava o papel marrotado, dobrado em mil sujidades. Era a Carta de seu filho, Ezequiel. Ele se longeara, de farda, cabelo no zero. A carta, ele a enviara fazia anos muito coçados. Sempre era a mesma, já eu lhe conhecia de memória, vírgula a vírgula.

- Outra vez, mamã Cacilda?

- Sim, maistravez.

Sentei o papel sob os olhos, fingi acarinhar o desenho das letras. Quase nem se viam, suadas que estavam. Dormiam sob o lenço de Cacilda, desde que chegara a guerra. Essas letras cheiram a pólvora, me rodilham o coração. Era o dito da velha. Agora, passados os tempos, aquele papel era a única prova do seu Ezequiel. Parecia que só pelo escrito, sempre mais desbotado, seu filho acedia à existencia. Nas primeiras vezes eu até me procedia à leitura, traduzindo a autêntica versão do pequeno soldado. Eram letras incertinhas, pareciam crianças saindo da formatura. Juntavam-se ali mais erros que palavras. O recheio nem era maior que o formato. Porque naquela escrita não havia nem linha de ternura. O soldado aprendera a guerra desaprendendo o amor? Em Ezequiel, morrera o filho para nascer o tropeiro? Nas primeiras leituras, meu coração muito se apertava em inventadas dedicatórias aquela mãe. Enquanto lia, eu espreitava o rosto da idosa senhora, tentando escutar uma ruga de tristeza. Nada. A velha se imovia, como se tivesse saudade da morte. Seus olhos não mencionavam nenhuma dor. Eu tentava um alivio, desculpar o menino que não sobrevivera à farda. Nem se entristenha, mamã Cacilda. Também, maneira como carregaram esse menino para a tropa! Sem camisa, sem mala, sem notícia. Atirado para os fundos do camião como se faz às encomendas sem endereço.

- Entenda, mamã Cacilda.

Mas ela já dormia, deitada em antiquíssima sombra. Ou mentia que Dormia, debruçada na varanda da alma? Fingia, a velha. Como o rio, num açude, se disfarça de lagoa. Depois, ela regressava às pálpebras, me apressava.

- Continua. Por que paraste?

Já não restava nada que ler. Era só o gorduroso gatafunho, despedida Sem nenhum beijo. Pode a carta de um saudoso filho terminar assim «unidade, trabalho, vigilância»? Mas a velha insistia, cismalhava. Eu que lesse, toda a gente sabe, as letras igualam as estrelas mesmo poucas são infinitas. Eu lhe fosse paciente, pobre mãe, sem nenhuma escola. Foi então que passei a alongar aquela tinta, amolecendo as reais palavras. Inventava. Em cada leitura, uma nova carta surgia da velha missiva. E o Ezequiel, em minha imagináutica, ganhava os infindos modos de ser filho, homem com méritos para permanecer menino. Cacilda escutava num embalo, houvessem em minha voz ondas de um sepultado mar. Ela embarcava de visita a seu filho, tudo se passando na bondade de uma mentira. Diz-se na própria doideira dos vamos loucurando. Até, um dia, me trouxeram notícia. Ezequiel perdera, para sempre, a existencia. Ele se desfechara em incógnitos matos, vitima dos bandos. A mãe nem suspeitava. Perguntei desconhecia-se o paradeiro dela. Ficasse eu atribuido de lhe entregar o escuro anúncio. Esperei. Nesse fim de tardinha, porém, mamã Cacilda não compareceu em minha casa. Assustei adivinhara ela o destino do Ezequiel? Quem conhece os poderes de uma mãe em exercicio de saudade? Decidi ir ao seu lugar. Parti ainda restavam manchas do poente. Cacilda cozinhava uns míseros grãos, ementa de passarinho.

- Senta, meu filho, fica servido, não custa dividir pobrezas.

Fui ficando, me compondo de coragem. Como podia eu deflagrar aquele luto? Comemos. Melhor fingimos comer. Faz conta é uma refeição, meu filho. Faz conta. Modo que eu vivo, fazendo de conta.- E agora, diz porque vieste nesta minha casa?Olhei o chão, o mundo escapava pelo fundo. Ela venceu o silêncio.

- Me vens ler o meu filho?

Acenei que sim. Aceitei o velho papel mas demorei a começar. Eu queria acertar os meus tons, evitando o emergir de alguma tremura. Finalmente, atravessei a escrita, ao avesso da verdade. Trouxe as novas do filho, seus consecutivos heroísmos. Ele, o mais bravo, mais bondoso, mais único. Como sempre, a mãe escutou em qualificado silêncio. Às vezes, no colorir de um parágrafo, ela sorria sempre igual, esse meu filho. Eu me parabendizia, cumprida a missão do fingimento. Me despedi, quase em alívio. Foi então, em derradeiro relance, que eu vi a velha mãe lançava a carta sobre a fogueira. Ao meu virar, ela emendou o gesto. O papel demorou um instante a ser mastigado pelo fogo. Nesse brevíssimo segundo, eu anotei a lágrima pingando sobre a esteira. Ela fingiu tirar um fumo do rosto, fez conta que metia a carta sob o lenço. Me voltei a despedir, fazendo de conta que aquele adeus era igual aos todos que já lhe concedera.
:
Mia Couto

Reflexos de Braga

.

Mãos

.
Mãos ásperas
mãos carinhosas
mãos que surgem
....tugem
....murmuram
........e choram

Mãos de deus
mãos de homem
mãos que secam
....tocam
....sentem
.......e chamam

Dádivas vivas
chorosas doridas
dádivas de sonhos
....que elevam
....sangram
.......e amam

Maravilhas da natureza


Meus Príncipes



Ergui-vos nos braços
Lancei-vos para a vida
Roubei o primeiro olhar
Ganhei-vos o sorriso

dei-vos a partilha
o sopro da luz
raízes
destinos

foi o querer adivinhar

Sois agora
rumo aberto
sal e cor
caminho incerto

que se me destina

Hoje és tu,
cada um de vós
A escolher onde chegar

eu, de braços abertos
sempre vos quero
esperar

Lendas do embondeiro

.
Embondeiro milenar localizado na Chemba - Moçambique
(fotografia familiar)
.
Segundo uma lenda árabe, «o Diabo desenterrou o embondeiro, enfiou os ramos na Terra e deixou as raízes no ar». E assim vai o mundo... de raízes para o ar!!!
*
"(...) é verdade mãe aquela árvore é capaz de grandes tristezas. Os mais velhos dizem que o embondeiro, em desespero, se suicida por via das chamas. Sem ninguém pôr fogo. (...)"
Mia Couto, O Embondeiro que Sonhava Pássaros
*
"É enorme.E o largo tronco desproporcionado assenta em raízes grossas que se afundam poderosamente sugando o que será depois folhagem pequena e frutos para usar no caril.Quando se passa parece que se evola do vegetal gigante uma aura tranquila e protectora.Como se nos visse e nos cedesse um mínimo da sua alma de tempo.Os nativos consideram os embondeiros árvores sagradas. Acontece verem-se presos aos troncos rectângulos de pano branco e logo abaixo no chão uma tigela com oferendas - em lembrança de alguém.Não se cortam ramos de embondeiro para a fogueira. Apenas os frutos são colhidos porque no alimento haverá comunhão com a árvore."
GLÓRIA DE SANT'ANNA, Ao ritmo da Memória
**
Este embondeiro é um caso muito particular pois além de ser gigantesco(note que estão seis pessoas à sua frente) e milenar, forma uma "gruta" no seu interior, o que se pode ver na imagem. Nela muitas pessoas pernoitaram deixando por vezes inscrições nas suas paredes, feitas com sulcos de facas ou navalha. Ao que parece por lá passaram os primeiros exploradores a fazer a travessia de África, de costa a costa. Livingston e Serpa Pinto terão sido dos mais conhecidos a lá deixarem a sua assinatura.

COM UM BRILHOZINHO NOS OLHOS - SÉRGIO GODINHO


Com um brilhozinho nos olhos
e a saia rodada
escancaraste a porta do bar
trazias o cabelo aos ombros
passeando de cá para lá
como as ondas do mar.
Conheço tão bem esses olhos
e nunca me enganam,
o que é que aconteceu, diz lá
é que hoje fiz um amigo
e coisa mais preciosa
no mundo não há.

Com um brilhozinho nos olhos
metemos o carro
muito à frente, muito à frente dos bois
ou seja, fizemos promessas
trocamos retratos
trocamos projectos os dois
trocamos de roupa, trocamos de corpo,
trocamos de beijos, tão bom, é tão bom
e com um brilhozinho nos olhos
tocamos guitarra
p'lo menos a julgar pelo som

E que é que foi que ele disse?
E que é que foi que ele disse?
Hoje soube-me a pouco.
passa aí mais um bocadinho
que estou quase a ficar louco
Hoje soube-me a tanto
portanto,
Hoje soube-me a pouco

Com um brilhozinho nos olhos
corremos os estores
pusemos a rádio no "on"
acendemos a já costumeira
velinha de igreja
pusemos no "off" o telefone
e olha, não dá p'ra contar
mas sei que tu sabes
daquilo que sabes que eu sei
e com um brilhozinho nos olhos
ficamos parados
depois do que não te contei

Com um brilhozinho nos olhos
dissemos, sei lá
o que nos passou pela tola [o que nos passou pelo goto]
do estilo és o "number one"
dou-te vinte valores
és um treze no totobola [és o seis do meu totoloto]
e às duas por três
bebemos um copo
fizemos o quatro e pintámos o sete
e com um brilhozinho nos olhos
ficamos imóveis
a dar uma de "tête a tête"

E que é que foi que ele disse?
E que é que foi que ele disse?
Hoje soube-me a pouco.
passa aí mais um bocadinho
que estou quase a ficar louco
Hoje soube-me a tanto
portanto,
Hoje soube-me a pouco

E com um brilhozinho nos olhos
tentamos saber
para lá do que muito se amou
quem éramos nós
quem queríamos ser
e quais as esperanças
que a vida roubou
e olhei-o de longe
e mirei-o de perto
que quem não vê caras
não vê corações
com um brilhozinho nos olhos
guardei um amigo
que é coisa que vale milhões.

E que é que foi que ele disse?
E que é que foi que ele disse?
Hoje soube-me a pouco.
passa aí mais um bocadinho
que estou quase a ficar louco
Hoje soube-me a tanto
portanto,
Hoje soube-me a pouco


Sérgio Godinho

Guitarra Toca Baixinho

.



Guitarra toca baixinho
Que alguém pode escutar
Só ela deve entender, só ela deve saber
Que estou falando de amor...

Cantam os grilos no campo,
E um pássaro no ramo,
Ninguém dorme nesta noite,
E menos ela que agora,
Escuta um riacho e suspira!

Pura prata no céu,
Um vaga-lume que passa,
Guitarra minha toca baixinho,
E mesmo com a mão incerta,
Toca guitarra que é hora !

Refrão
É hora, de dar-lhe todo bem que há no meu peito,
Dizer-lhe Deus também tenho direito
De amá-la como nunca amei ninguém!
É hora de respirar um pouco de ar puro,
Um prado é verde quando é primavera,
E o sol é quente mas a noite espera,
Por nós ...

A noite está tão serena,
E eu dormindo em seu seio ...
Deus! Como bate o coração,
A gente sonha e agora,
Dorme guitarra que é hora!

Francisco José

Marcha da indignação

Hoje foram


80 mil? …100 mil?
Que importa?
Se lá estivessem todos os que o desejavam mas não puderam, eram certamente quase o dobro.

Eram mais de metade (talvez dois terços) de toda uma classe que esteve na manifestação exprimindo o seu total desacordo com o que se está a fazer no ensino. Contrariamente ao que se pretende fazer passar, não foi contra a avaliação dos professores. As razões que estiveram na base deste descontentamento são basicamente as seguintes:
1- Contra a forma e os prazos com que se pretende implementar o novo modelo de avaliação;
2- Contra o novo modelo de gestão dos estabelecimentos de ensino e dos agrupamentos de escolas;
3- Contra a forma como a classe se sente “afogada” por vagas sucessivas de legislação que saiu em dois ou três meses (alterações à carreira docente, novo regime de avaliação, novo modelo de gestão, estatuto do aluno, ….) e que se pretende que seja implementada de imediato, nalguns casos com efeitos retroactivos, sem que as pessoas tenham sequer tempo para interiorizar todos esses documentos. Os professores, neste momento, estão convertidos em tecnocratas, passam o seu tempo quase todo em actividades burocráticas, reuniões, papeis… e as aulas? A formação? A preparação de aulas? A correcção de trabalhos e testes? Os alunos? Esses ficam para o fim pois neste momento há é que preparar as grelhas (grelhados estamos nós) pois é assim que nos impõem;
4- Contra a desconsideração com que tem sido tratada pelo governo uma vez que a sua opinião não tem sido tida em conta para nada;
5- Contra a falta de autoridade, de condições e de tantas outras coisas que estão mal no nosso ensino;


Uma coisa é certa: os professores são os primeiros a estar de acordo e a considerarem que é necessária uma avaliação da carreira docente. Este é um ponto assente. Têm é que existir condições para essa avaliação seja correcta, justa e muito bem ponderada e concertada.
É humanamente impossível preparar uma avaliação cientificamente fundamentada que seja simultaneamente imparcial, integra e eficaz nos prazos dados. Só quem nunca fez a avaliação de docentes é que pode pensar o contrário. Caso assim não fosse já os grandes pedagogos teriam produzido todas as teorias e materiais necessários. Não foi o próprio Conselho Cientifico nomeado pelo Ministério o primeiro a atrasar-se?

Senhores governantes, por favor parem para pensar. Vejam que esta manifestação não foi uma manifestação de sindicatos ou de partidos. Não. Foi a manifestação, maioritária de toda uma classe que vai ter de levar a cabo, implementar, todas essas reformas. Ainda não é tarde para se alcançarem consensos e juntar sinergias.

(foto - agência lusa)

Dia da Mulher


Para todas as mulheres da minha vida.
Para todas as mulheres que me visitam...

...mas especialmente para a minha mãe.

Conquistas

"Tudo o que facilmente conquistamos, facilmente perdemos."











Andar na cidade como quem anda no campo


«Ao entardecer, debruçado pela janela,

E sabendo de soslaio que há campos em frente,

Leio até me arderem os olhos

O livro de Cesário Verde.

Que pena que tenho dele!

Ele era um camponês

Que andava preso em liberdade pela cidade.

mas o modo como olhava para as casas,

E o modo como reparava nas ruas,

E a maneira como dava pelas cousas,

É o de quem olha para árvores,

E de quem desce os olhos pela estrada por onde vai andando

E anda a reparar nas flores que há pelos campos...

Por isso ele tinha aquela grande tristeza

Que ele nunca disse bem que tinha,

Mas andava na cidade como quem anda no campo

E triste como esmagar flores em livros

E pôr plantas em jarros... »

Alberto Caeiro




É sempre bom revisitar Fernando Pessoa...

Tantas vezes passamos e não vemos... Quantas vemos e não notamos...
É, de facto, urgente aprendermos a olhar!
De pequenas coisas se faz um dia.
De tantas se faz a vida..



Obrigado Cláudia

Professores de Portugal


.
mágoas no peito
velas na mão
.

coração desfeito
disseram...“não







Manifestação espontânea de professores em Braga.

.


.
Hoje fui à manifestação e vi :


civismo
calma
determinação
companheirismo
incompreensão
sentido de classe
profissionalismo
alegria e… tristeza
respeito
pessoas manifestando-se de forma ordeira

professores… sendo professores…

dando uma simples
verdadeira
lição
de democracia

LINDO

Hoje senti orgulho em ser professor.

(vídeo)


Obrigado colegas


O virtual e o real

"Entrei apressado e com muita fome no restaurante.

Escolhi uma mesa bem afastada do movimento, porque queria aproveitar os poucos minutos que dispunha naquele dia, para comer e acertar alguns bugs de programação num sistema que estava a desenvolver, além de planear a minha viagem de férias, coisa que há tempos que não sei o que são. Pedi um filete de salmão com alcaparras em manteiga, uma salada e um sumo de laranja, afinal de contas fome é fome, mas regime é regime não é? Abri o meu portátil e apanhei um susto com aquela voz baixinha atrás de mim:
- Senhor, não tem umas moedinhas?
- Não tenho, menino.
- Só uma moedinha para comprar um pão.
- Está bem, eu compro um.
Para variar, a minha caixa de entrada está cheia de e-mail. Fico distraído a ver poesias, as formatações lindas, rindo com as piadas malucas. Ah! Essa música leva-me até Londres e às boas lembranças de tempos áureos.
- Senhor, peça para colocar margarina e queijo. Percebo nessa altura que o menino tinha ficado ali.
- Ok. Vou pedir, mas depois deixas-me trabalhar, estou muito ocupado, está bem?
Chega a minha refeição e com ela o meu mal-estar. Faço o pedido do menino, e o empregado pergunta-me se quero que mande o menino ir embora. O peso na consciência, impedem-me de o dizer. Digo que está tudo bem. Deixe-o ficar. Que traga o pão e, mais uma refeição decente para ele. Então sentou-se à minha frente e perguntou:
- Senhor o que está fazer?
- Estou a ler uns e-mail.
- O que são e-mail?
- São mensagens electrónicas mandadas por pessoas via Internet (sabia que ele não ia entender nada, mas, a título de livrar-me de questionários desses):
- É como se fosse uma carta, só que via Internet.
- Senhor você tem Internet?
- Tenho sim, essencial no mundo de hoje.
- O que é Internet ?
- É um local no computador, onde podemos ver e ouvir muitas coisas, notícias, músicas, conhecer pessoas, ler, escrever, sonhar, trabalhar, aprender. Tem de tudo no mundo virtual.
- E o que é virtual?
Resolvo dar uma explicação simplificada, sabendo com certeza que ele pouco vai entender e deixar-me-ia almoçar, sem culpas.
- Virtual é um local que imaginamos, algo que não podemos tocar, apanhar, pegar... é lá que criamos um monte de coisas que gostaríamos de fazer. Criamos as nossas fantasias, transformamos o mundo em quase como queríamos que fosse.
- Que bom isso. Gostei!
- Menino, entendeste o significado da palavra virtual?
- Sim, também vivo neste mundo virtual.
- Tens computador?! - Exclamo eu!!!
- Não, mas o meu mundo também é vivido dessa maneira...Virtual. A minha mãe fica todo dia fora, chega muito tarde, quase não a vejo, enquanto eu fico a cuidar do meu irmão pequeno que vive a chorar de fome e eu dou-lhe água para ele pensar que é sopa, a minha irmã mais velha sai todo dia também, diz que vai vender o corpo, mas não entendo, porque ela volta sempre com o corpo, o meu pai está na cadeia há muito tempo, mas imagino sempre a nossa família toda junta em casa, muita comida, muitos brinquedos de natal e eu a estudar na escola para vir a ser um médico um dia. Isto é virtual não é senhor???
Fechei o portátil, mas não fui a tempo de impedir que as lágrimas caíssem sobre o teclado. Esperei que o menino acabasse de literalmente 'devorar' o prato dele, paguei, e dei-lhe o troco, que me retribuiu com um dos mais belos e sinceros sorrisos que já recebi na vida e com um 'Brigado senhor, você é muito simpático!'. Ali, naquele instante, tive a maior prova do virtualismo insensato em que vivemos todos os dias, enquanto a realidade cruel nos rodeia de verdade e fazemos de conta que não percebemos! "
História de autor desconhecido que me foi enviada por mail

Não quero desacreditar



Hoje, via SMS recebi a seguinte mensagem:

"Divulga por favor. Pedido de sangue. Doença grave. Uma rapariga está internada à espera de ser operada. Ainda não foi porque tem um tipo de sangue raro (B negativo). Peço-vos a quem tenha este tipo de sangue que contactem Luís Carvalho nº 931085403/ Pedro Ribeiro 222041893. Fax...... Por favor divulga esta mensagem hoje."
Estava numa reunião e por isso nada pude fazer no momento. Mas quando cheguei a casa decidi, antes de reencaminhar a mensagem, ligar para os referidos números pois tenho de facto o tal tipo de "sangue raro" e sou dador de sangue. Qual não foi o meu espanto quando após ligar o número ouvi uma mensagem a dizer "o número de telefone que marcou não está atribuído"....
Que brincadeira mais estúpida!
Que gozo pode dar enviar este tipo de mensagens? A quem pode interessar o envio destas mensagens? Às operadoras de telemóvel para vender mensagens? Que outro objectivo podem ter? Não vejo.

O que me custa mais nestas situações não é o facto de ser enganado mas sim o de me fazerem desacreditar no género humano. Isso sim. Doí-me. Viver na dúvida e na suspeição é o pior que há. Não quero viver na permanente desconfiança...

O que fazer? Quando nos chegarem estas mensagens, antes de reenviá-las, verificar a sua autenticidade.
Não podemos é ignorar os pedidos de ajuda que nos chegam, nem permitir que por uns todos paguem.

Abraço

Clica na imagem
É tão bom sentirmo-nos abraçados....

Lua



Serena
Sem palavras
Escuto a espuma
Das tuas madrugadas











A lua de Braga de ontem

O Filtro Triplo de Sócrates



Na antiga Grécia, Sócrates, foi famoso por sua sabedoria e pelo grande respeito que professava a todos.

Um dia, um conhecido encontrou-se com o grande filósofo, e disse-lhe:

- Sabe o que escutei sobre um seu amigo?
- Espera um minuto, replicou Sócrates. Antes que me diga qualquer coisa, quero que passe por um pequeno exame. Eu o chamo de exame do triplo filtro.
- Triplo filtro? Perguntou o outro.
- Correcto, continuou Sócrates. Antes que me fale sobre o meu amigo, pode ser uma boa ideia filtrar três vezes o que vais dizer. É por isso que o chamo de “Exame do triplo filtro”. O primeiro filtro é a VERDADE.
- Está absolutamente seguro de que o que vai me dizer, não é certo?
- Não, disse o homem, realmente só escutei sobre isso e...
- Bem, disse Sócrates, então realmente não sabe se é certo ou não.
- Agora me permita aplicar o segundo filtro, o filtro da BONDADE. É algo bom o que vai me dizer de meu amigo?
- Não, pelo contrário …
- Então, deseja dizer-me algo ruim dele, porém não está seguro de que seja certo. Mesmo que agora eu quisesse escutá-lo, ainda não poderia, pois falta um filtro, o filtro da UTILIDADE. Servir-me-á de algo, saber o que você vai me dizer do meu amigo?
- Não, na verdade não.
- Bem, concluiu Sócrates. Se o que deseja dizer-me não é certo, nem bom e tão-pouco me será útil,
... porque eu iria querer saber ?

Rio Minho - Visto de Valença

Deus, o espiríto e a evolução


Desde sempre o ser humano procura a justificação da sua existência no além, no espírito ou num Deus. Em nome dessas crenças e religiões têm-se feito as maiores atrocidades. Em nome dos Deuses, tem-se matado, destruído e subjugado. Serão as religiões tão distintas? Não têm muito mais de semelhantes? As religiões, na sua maioria não apregoam a paz, o amor, a tolerância, o respeito e a compreensão? Por que motivo exploramos os caminhos da diferença em vez dos da proximidade e da semelhança? Não são as religiões uma forma de alimentar a esperança, de dar linhas orientadoras, princípios, a quem deles precisa? Os “objectivos últimos” não são os mesmos?
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O que interessa não são os valores, o respeito e os princípios?
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Por outro lado, e em regra coloca-se sempre o espírito, o espiritual ou a “alma” de um lado e a matéria e o biológico de outro. Será lógico, será diferente? Será que é assim de facto?
A postura de quem acredita na presença ou na existência de um Deus, em última análise, é exactamente idêntica à de quem coloca tudo nas mãos da natureza. Não pode a Natureza ser o Deus que procuramos? Ou Deus ser a Natureza? Quem põe tudo nas mãos da natureza, acredita que nós somos sua criação, produto de um processo a que se chama a Teoria do Evolucionismo, que se baseia nos processos da selecção natural. Essa selecção é um processo que actua e actuou de forma a criar, inteligentemente o mundo actual. Quem acredita que somos criação de um Deus pressupõe a existência de uma inteligência superior e até de um “determinismo”. Deus fez, Deus criou, Deus zela por nós… na prática, é exactamente o mesmo. A mesma postura. As mesmas perguntas e as mesmas respostas… com nomes diferentes, mas as mesmas.
Quem criou Deus? Quem criou o Universo? Não são perguntas que têm respostas semelhantes?
O ser humano necessita de uma crença. De acreditar em algo de transcendente e superior que rege sobre tudo e todos. É natural. Não tendo explicações para tudo, e sendo nós animais “o mais racionais possível” (será?) é natural que procuremos uma explicação para aquilo que não conseguimos justificar de outra forma. É natural e humano.
Mas não coloquemos as questões de forma separada. Tudo está interligado, o humano e o espiritual, o biológico … todo o Universo.
Não somos nem mais nem menos…
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A evolução, a selecção natural, fez com que os seres vivos evoluíssem desde células mais simples até aos seres mais complexos. De unicelulares a pluricelulares. Passo a passo, ao longo de milhões de anos as espécies foram-se formando, transformando, aprimorando e seleccionando. A “lei do mais forte” (não no sentido daquele que tem mais força, mas do que está melhor adaptado ao ambiente que o cerca) fez com que os diferentes órgãos e capacidades dos seres evoluíssem. Seres menos adaptados (mais fracos) sucumbiam, enquanto que os que por qualquer mutação possuíam determinadas características (muitas vezes diferenças pequeníssimas) sobreviveram. Foi assim (e assim continua a ser) um processo lento, selectivo e paciente da “mãe natureza” que criou, construiu, inventou e reinventou os seres vivos que hoje existem. E se isto se passou ao nível do físico, do biológico, podem crer que também se passou com as capacidades cerebrais, intelectuais, com os sentimentos… com o nosso espírito. Também coisas como a inteligência e os sentimentos evoluíram. Ao olharmos os seres que nos cercam podemos aperceber-nos de que muitas características que consideramos apenas humanas existem nos outros seres vivos. Nós não somos nem mais nem menos… somos apenas diferentes… somos apenas mais um produto do Deusa Mãe Natureza ou… da Natureza de Deus.
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Então o que nos distingue?
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Em termos puramente biológicos ao processo de diferenciação da espécie humana – o homo sapiens – dos seus antepassados primatas dá-se o nome de hominização. Este processo tem como alguns dos seus aspectos evolutivos essenciais a aquisição da postura erecta e consequentemente o Bipedismo (capacidade de se deslocar usando apenas os membros posteriores), a oponibilidade do polegar e o desenvolvimento do cérebro. A postura erecta permitiu a libertação dos membros posteriores que, assim puderem passar a ser utilizados para outras tarefas que não apenas a deslocação. O polegar pôde deslocar-se tornando-se oponível o que transformou as nossas mãos em ferramentas multifacetadas, capazes de fazer, criar e utilizar utensílios e armas até então impossíveis. Simultaneamente a postura erecta permitiu libertar o crânio, isto é, o crânio ao deixar de estar numa extremidade do corpo, desequilibrado e por isso suspenso por fortes músculos que o suportavam, mas que também constrangiam de modo a impossibilitar o seu crescimento, passou a ficar por cima do corpo, equilibrado num ponto. Consequentemente já não eram necessários tantos músculos para o manter na posição correcta, e assim o crânio pode crescer, permitindo que o cérebro também crescesse. Todas estas mudanças simultâneas potenciaram-se umas às outras criando uma espécie de efeito de bola de neve. Mãos ágeis exigiram um cérebro ágil e, cérebros ágeis tornaram as mãos ainda mais ágeis.
Mas estas mudanças biológicas tiveram também consequências ao nível intelectual e até espiritual. A libertação do crânio também permitiu o desenvolvimento da inteligência e o aparecimento da linguagem. A capacidade de comunicar já aparecera noutros animais mas com o homem ela deu um salto qualitativo tão grande que permitiu a interacção social, a cooperação duma forma nunca antes vista. O “mais forte” deixou de ser apenas um indivíduo (como acontece em muitas espécies de primatas) para ser o grupo. O grupo, a “tribo” pôde passar a decidir quem a liderava podendo não ser o critério da escolha apenas a força… O desenvolvimento da inteligência e da capacidade de comunicar permitiu o ainda o aparecimento do pensamento abstracto, o surgimento do culto dos mortos, a religião, a arte… do espírito humano.

É fantástico o mundo em que vivemos…
Não há milagres? A vida por si só não é um milagre?

Por tudo isto digo que não sou religioso… mas não é verdade.
A minha religião é o bicho Homem
A minha religião é a vida